Parêntesis

30 09 2008

Ontem foi meu aniversário. E nada melhor para comemorar meus 31 anos bem vividos do que uma viagenzinha rápida.

Tirei folga na segunda e criei um feriadão, inexistente neste semestre de trabalho árduo! E fui conhecer uma das tendências do turismo moderno: um hotel-fazenda.

Pés de Café e Mar de Montanhas

Pés de Café e Mar de Montanhas

E percebi que esta história de hotel-fazenda é para criança de apartamento. Aquela que acha que leite de caixinha dá em árvore ou que o suco de laranja é um produto industrial que leva um tanto de coisas artificiais.

Este hotel fica perto de Ouro Preto, instalado numa propriedade produtora de café. Mas não estamos na época de café, e os pés estão começando a florar ainda. Passeios de charrete ou a cavalo, comida no fogão de lenha, curral com vaquinhas, chiqueiro com uma porca gorda e orelhuda (só consegui imaginar a feijoada…), galinhas, um alambique para fabricação artesanal de cachaça, um moinho de milho, um terreiro para secagem do café… comida no fogão de lenha, doces e sucos das frutas colhidas ali no pomar, salada feita dos produtos da horta… decoração com chapéus de palha, berrantes, carros de boi, redes na varanda… e a principal atração é uma caminhada de cerca de uma hora para uma cascata em meio a um restinho de mata ciliar.

Para quem passou toda a infância tendo contato direto com a roça, seja nos fins-de-semana ou nas férias, toda essa descrição pareceu muito familiar, não é mesmo? E o que ficou foi uma grande sensação de vazio… por ter que pagar diárias de hotel para ter uma “sensação” de estar na roça, sabendo que aquilo ali não era uma roça de verdade.

Uma andorinha só não faz verão

Uma andorinha só não faz verão

Valeu bastante, pela experiência, a tranquilidade do lugar, o contato com a natureza e, principalmente, a companhia, mas se quiser ir para a roça eu indico um tanto de gente ali no Norte de Minas que vai te receber com café no bule e pão-de-queijo na mesa sem cobrar nada a mais por isso!