Extra! Extra!

3 04 2009

Um adolescente brasileiro fazendo intercâmbio numa ilha de 40.000 habitantes perdida no meio do Mar Báltico já é história suficiente para qualquer jornal. E foi mais ou menos por aí que fui notícia várias vezes nos periódicos dinamarqueses.

Não vou traduzir todos os textos, pois iria tomar muito tempo e espaço. Ao contrário, traduzirei apenas os títulos e alguns trechos interessantes de cada reportagem.

Brasileiro chega hoje em Aarsballe

Brasileiro chega hoje em Aarsballe

Em 30 de julho, um dos maiores jornais da ilha, o Bornholmeren, fez uma pequena reportagem com minha família hospedeira, contando da sua experiência anterior com intercambistas e sobre a sua ansiedade em receber um brasileiro por um ano.

"Eu não sabia nada sobre a Dinamarca"

"Eu não sabia nada sobre a Dinamarca"

No dia 03 de agosto, uma pequena chamada na capa e uma reportagem de meia-folha no Bornholmeren novamente. O título foi meio apelativo, com uma frase minha fora do contexto, que deixou uma má impressão no começo. Mas no texto eu explico que estudei muito e entrei em contato com a Embaixada antes de chegar no país, portanto nem era tão grave assim. Coisas chocantes: a minha magreza, o tamanho dos óculos e meus planos para o futuro. Durante a entrevista, eu digo que quando voltar ao Brasil queria estudar Direito ou Química. Tá certo que fiz vestibular para Direito e Farmácia na volta, mas hoje sou um Relações Públicas muito feliz com minha profissão!

Capa da revista de Klemensker

Capa da revista de Klemensker

Hernani queria ir para a Espanha, mas aportou em Aarsballe

Hernani queria ir para a Espanha, mas aportou em Aarsballe

Segunda página da reportagem na revista de Klemensker

Segunda página da reportagem na revista de Klemensker

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No quarto mês, fui capa da revista mensal da cidade de Klemensker. O título da reportagem menciona o meu sonho de conhecer a Espanha, mas que apesar disso eu tinha parado numa cidadezinha de uma ilha no meio do Mar Báltico. No texto, o repórter se mostra espantado com o meu aprendizado do idioma em tão pouco tempo, e quais foram as minhas primeiras impressões sobre o país: o sol se por às 8 e meia da noite foi  a maior delas, e o meu problema com o vento constante e o frio. Destacou-se a minha expectativa em ver neve no inverno, pois eu nunca havia vivido essa experiência. Ao final, eu prometo mandar um texto sobre o Brasil assim que aprendesse a escrever em dinamarquês. Para falar a verdade, não faço ideia se cumpri a promessa, pois não tenho nenhuma cópia da edição nos meus guardados…

Uma semana inteira de América Latina na Escola de Klemensker

Uma semana inteira de América Latina na Escola de Klemensker

"Hermani", uma grande ajuda

"Hermani", uma grande ajuda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em janeiro, a Escola de Klemensker recebeu outros 7 intercambistas de países latinoamericanos, para a sua “Semana Temática”. Trata-se de uma semana onde toda a vida escolar gira em torno de um tema, e nesse ano foi a América Latina. Nós fomos a várias salas de aula para falar sobre nossos países, cultura, folclore, ensinar um pouco da língua, dar aulas de danças típicas, ensinar a fazer alguns pratos, e ao final uma grande festa de confraternização. O jornal destacou a minha ajuda em todas as etapas do evento, desde o seu planejamento (nascia ali um RP?), apesar de escreverem meu nome errado…

Sistema Escolar Sueco é o Melhor

Sistema Escolar Sueco é o Melhor

Quando passamos uma semana em “mini-intercâmbio” na Suécia (essa história será contada em um post futuro), também saímos no jornal da cidade de Sölvesborg. Entrevistaram a Ceren, da Turquia, que como todos nós ficou muito impressionada com o sistema escolar público da Suécia, ainda melhor que o da Dinamarca.

Festa de Despedida do AFS em Ibsker

Festa de Despedida do AFS em Ibsker

Em 19 de junho de 95, durante a nossa “festa de despedida”, o maios jornal da ilha – Bornholms Tidende – fez uma visitinha e pegou um apanhado geral da nossa experiência, em que falamos da escola, do clima frio, das pessoas com quem fizemos amizades e das mudanças que nossas vidas teriam a partir dali. Aquilo em cima da minha cabeça É o meu cabelo… foi o máximo que a minha rebeldia capilar adolescente atingiu. Ainda bem que as pessoas evoluem!!!

Se alguém quiser autógrafo, favor entrar em contato com a minha empresária…