Tirando a poeira disso aqui…

30 10 2012

E lá se vão 2 anos e meio desde o último post…

Deixa eu tirar a poeira daqui primeiro, fazer uma faxina geral, recolocar as ideias em ordem.

Em breve retorno contando os motivos dessa ausência, e com mais um bocado de histórias pra contar…





Como tudo começou…

8 02 2010

Já que houve uma pausa forçada na ordem cronológica dos relatos das minhas viagens, e atendendo a pedidos, replicarei aqui, com os devidos ajustes, o texto que fiz para o site do nosso casamento.

“É uma longa história… na verdade não.

Eu estava de férias na Islândia e visitei o Museu das Bruxas. Comprei um colar que tinha um “feitiço do amor” e, aproveitando o sol da meia-noite e as águas naturalmente quentes do lugar, inventei uma macumbinha (boacumbinha) pedindo a Freya, deusa nórdica do amor, que eu encontrasse A mulher.

Enquanto isso, em Belo Horizonte, Patrícia teve um sonho em que voa por entre montanhas e, ao chegar no chão, encontra seu anjo da guarda que aponta para um cara ao longe, e diz: “É aquele ali. Você vai reconhecê-lo pelos olhos, mas ele não sabe de nada”.

Sem saber de nenhuma dessas histórias, Carol, nossa madrinha, cismou que a gente tinha que se conhecer, de qualquer forma. Então, no dia 12 de julho de 2008, eu fui a BH para o casamento de um amigo e me hospedei na casa da Carol, que aproveitou a oportunidade para nos apresentar.

Nem preciso dizer que, quando ela viu meus olhinhos, lembrou imediatamente do seu sonho e começou a achar que poderia ser verdade. E eu também desconfiei que Freya já estava fazendo a sua parte.

Desde então, nos encontramos todos os fins de semana, mesmo eu morando no Rio e ela em BH. Até que ficou chato morar longe e eu a trouxe para morar comigo.

Como somos pessoas sérias, não poderíamos viver em pecado por muito tempo, então resolvemos acabar com a pouca-vergonha e oficializamos nosso casamento em 23 de janeiro.”





Explicações e Novos Caminhos

21 01 2010

Caros leitores assíduos do Vegvisir,

Em primeiro lugar, quero desculpar-me pela (des)atualização do blog. Desde julho a minha vida navega por águas desconhecidas e deliciosas, e minhas prioridades nunca mais foram as mesmas.

E o ponto alto dessa navegação concretiza-se no sábado, quando me caso com a melhor companheira que existe: linda, alegre, divertida, curiosa, aventureira e viajante! Isso é um prenúncio de muitas e muitas viagens e relatos, iniciando-se por uma Lua-de-mel na Costa Rica…

Sei que é só pra deixar um gostinho na boca, pois como escrevo em uma certa ordem cronológica, essa viagem entrará para o final da fila. Mas é garantia de boas história por um bom tempo!

Sinto que estou em falta com esse projeto, que está indo bem e com um bom retorno, então devo voltar a escrever em breve, falndo do final da minha experiência de intercâmbio, do meu retorno à Europa, Petrolina, Natal, Maceió, viagens a trabalho no Brasil e no exterior, e muitas coisas mais!

Não percam as esperanças, assinem o RSS para saberem das atualizações e apertem os cintos!

Meus relatos para o blog foram





Já estava na hora…

16 03 2009

Tudo no Brasil começa depois do carnaval… mas o carnaval já passou há quase um mês, e a minha inspiração para atualizar o blog ainda estava de férias.

Mas eu já estava me sentindo culpado, principalmente com os clamores incessantes dos meus fãs assíduos. Resolvi olhar as estatísticas do blog, e vi que a média dos acessos continua legal, apesar do número baixo de comentários.

Então vamos voltar à ativa, escrever textos, atualizar os posts pelo menos uma vez por semana, dar continuidade a essa viagem por águas desconhecidas.

Esta semana ainda voltarei com mais detalhes da minha saga Viking, contando um pouco mais sobre o dia-a-dia da experiência que, definitivamente, mudou minha vida.

Voltamos com a programação normal!





Desembrulhe

7 01 2009

Como mensagem de Ano Novo, vou replicar aqui o post do Leandro Wirz, que escreve o Mar de Coisa. O texto foi extremamente feliz, e deveria ser adotado por todas as pessoas!

“Na manhã seguinte ao Natal, ao pôr o lixo para fora, você reparou a enorme quantidade de sacolas e caixas de papelão, folhas de papel de seda, sacos plásticos, papéis coloridos de presente, laços de fita etc etc etc?

Honestamente, precisava de tanta embalagem para os presentes? Precisávamos gerar tanto lixo? Nas minhas próximas compras, eu vou dar preferência a embalagens de material reciclável. E vou pedir menos embrulhos, caixas, laços, bolsas.

Eu quero a minha vida mais simples. E o planeta mais limpo.”

Em breve de volta às viagens!

Feliz 2009!





Um ótimo Natal e um Ano Novo ainda melhor!!!

22 12 2008

Em clima de festa, terei uma folga para as comemorações de fim de ano.

2009 virá com muitas histórias e viagens pelo mundo!

E que todos continuem viajando, sempre!

hernani





Toda viagem é uma extravagância

11 09 2008

Seja você pobre, remediado ou rico, viajar sempre significa viver temporariamente muito além de suas posses. Esse é o barato — e o caro — de qualquer viagem. Multiplicando a diária do seu hotel por 30 você vai ver que na vida real nunca poderia pagar isso tudo de aluguel. Basta computar seus gastos diários com refeições para ter um treco imaginando quantos supermercados a mais daria para fazer no mês. Você pode até já ter se acostumado com o preço das passagens aéreas, mas se calcular quanto custa a hora afivelado naquela poltrona, você vai querer que uma máscara de oxigênio caia automaticamente do compartimento acima de sua cabeça. E isso vale para todo mundo. Metade da primeira classe deveria estar viajando na executiva, grande parte da executiva deveria estar na econômica, e a econômica inteira deveria ter ficado em casa.

Mesmo assim, viajamos.

Viajamos para fugir de tudo. E para ter saudade de casa. Viajamos para descansar. E para voltar mais cansados do que fomos. Viajamos para nos livrar das obrigações de todo dia. E para ter a obrigação de visitar dois museus e três monumentos todo dia. Viajamos para experimentar coisas diferentes, e para ter dor de barriga. Para comprar o que não precisamos e pagar com o que não temos. Para entrar em igreja e andar de metrô. Para não entender os outdoors, para desobedecer alto-falantes e para nos equivocar com cardápios. Para gentilmente pedir a desconhecidos que tirem fotos que depois vamos obrigar os conhecidos a ver. Para investigar se os McDonald’s que lá gorjeiam não gorjeiam como cá. Para fazer extensos tratados sociológicos sobre povos estranhos já no primeiro dia de estada. Para na volta ter quilos de histórias para contar e toneladas de quilos para perder.

Nada é tão motivador como a possibilidade de viajar. Na expectativa de uma viagem, pedidos de demissão são engavetados, casamentos são prorrogados, filhos são adiados. Em casos mais extremos, casas próprias deixam de ser compradas, carros escapam de ser trocados, videocassetes se conformam com menos cabeças que o do vizinho. Tanto sacrifício tem uma recompensa garantida: pouco a pouco você vai se tornando um sujeito “viajado”. E não existe nenhum adjetivo mais charmoso, nenhuma qualidade tão sem contra-indicações quanto ser “viajado”. Ser viajado é mais simpático do que ser “culto”, mais interessante do que ser “inteligente” — e quase tão bacana quanto ser “rico”.

Ricardo Freire